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Vida de Desempregada

Um blogue de lifestyle para todos os orçamentos!

Às vezes é preciso recomeçar

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Para quem segue o blog habitualmente sabe que nos últimos dois anos vivi um turbilhão de emoções. Perdi o meu pai, mudei de emprego várias vezes, eu e o meu namorado de cinco anos acabámos, perdi a minha casa de família, mas nunca vos confessei que a certa altura já não queria viver. Estava de tal forma exausta e a sentir-me perdida que mesmo com pessoas à minha volta me sentia sozinha. Aliás, essa foi uma das razões pelas quais há quase cinco anos atrás criei o Vida de Desempregada.

 

Na altura, estava desempregada há cerca de um ano, sem subsídio de desemprego (vinha de trabalhos com recibos verdes), mas com muita vontade de ser independente e não de não ter de pedir nada aos meus pais. Não que eles não me quisessem ajudar, mas porque não queria ser mais um fardo para eles (problemas já eles tinham)... queria mostrar a toda a gente que tal como a maioria dos portugueses eu iria "desenrascar-me" e assim foi. Nos dois anos que estive desempregada fiz estudos de mercado, inquéritos online, provas de comida, trabalhos com freelancer e até passei por um call center. Experiências que me fizeram crescer enquanto mulher e que me mostraram que com empenho conseguimos tudo. Um "tudo" que eu quis partilhar neste blog para que outras pessoas na mesma situação pudessem aproveitar e ter uma melhor qualidade de vida.

 

Entretanto, surgiu um estágio profissional onde passei por muitos "testes" e uma certeza: a de que no final do ano, eu e os meus colegas estagiários iríamos para a "rua". No entanto, isso não me esmoreceu (nem algumas pessoas com as quais lidei) e no final até tive 20! Algo que nos cinco meses seguintes me deu alento para uma nova procura de emprego. Já em 2015 começava a trabalhar em duas publicações bem conhecidas e ao fim de seis meses quando não me renovaram o contrato e me "puxaram o tapete" tive de repensar a minha vocação. Foi nessa altura que aceitei fazer o meu terceiro estágio e cheia de expetativas comecei um novo desafio. E que desafio, pois ao fim de um ano de muitos altos e baixos que deram "cabo de mim" a nível psicológico (tanto que precisei de ajuda) decidi que estava na hora de procurar um novo caminho.

 

Caminho esse que comecei em fevereiro deste ano e que apesar de intenso está a ser emocionante, pois tenho uma equipa que adoro, sinto todos os dias que existe um espírito de entre ajuda entre nós e finalmente estou a trabalhar na área que me faz bater o coração mais rápido: fotografia.

 

O amor, a casa e tudo resto também se irá "compor", mas uma coisa que estes dois anos me ensinaram é que às vezes é necessário arriscar, fazer coisas parvas, afastar-nos de pessoas "tóxicas" e eventualmente recomeçar e isso é o que estou a tentar fazer neste momento. 

Graziela

Quando a teimosia não basta

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Nos últimos dias tenho andado ausente porque sinceramente não me sentia capaz de escrever. Fui a várias apresentações, fui a festas, ao ginásio, etc. Tentei fazer o máximo de atividades possíveis para me distrair e não pensar que o fim estava perto. O fim de quê? O fim do meu namoro e o desmoronar de 4 anos de sonhos uns mais possíveis que outros.

 

No final devia ter um sentimento de alívio, mas não tenho porque o último ano e meio foi um misto de discussões/teimosia por motivos tão diversos como por exemplo: a forma de eu respirar, o meu tom de voz, a forma como ele se senta à mesa ou como ele não me percebe. A culpa não foi só dele, a culpa também foi minha, em última instância deixámos que a nossa relação caísse numa espiral de habituação. Eu tinha a certeza que ele estava ali para mim e vice versa. Não havia "corte" nem conquista e tal como a psiquiatra a que eu fui recentemente me disse um namorado não é um amigo.

 

Tivemos bons momentos, mas infelizmente os maus venceram. Gostava que tivesse sido diferente, gostava que fossemos mais parecidos e que fazer o que ele gosta e o que eu gosto fosse mais fácil. Gostava que o meu pai não tivesse morrido, que eu e a minha mãe não tivéssemos perdido a casa para o banco, mas acima de tudo gostava de estar "bem" para poder dar e receber amor. Infelizmente não estou, mas hei-de estar e mesmo que não seja com ele tenho a certeza que ambos somos boas pessoas e que merecemos ser felizes.

 

Para ti João, apenas tenho de te agradecer por teres feito parte da minha vida e por me teres ensinado muita coisa sobre mim que eu desconhecia.

 

Espero que sejas feliz tal como eu vou tentar ser.

 

PS: Obrigada por me teres apoiado sempre com o Vida de Desempregada.

Graziela

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