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Vida de Desempregada

Um blogue de lifestyle para todos os orçamentos!

Música às sextas: Rolling Stones - Blue & Lonesome

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Gravado em apenas 3 dias, "Blue & Lonesome" é o primeiro álbum dos Rolling Stones, em 10 anos. No entanto, não é um álbum de originais, mas sim de covers de músicas "blues", que de alguma forma influenciaram a banda.

 

Em "Blue & Lonesome" podemos encontrar clássicos como Just Your Fool", de Buddy Johnson, "Commit a Crime", de Howlin' Wolf, "All of Your Love", de Magic Sam, entre outros. Pessoalmente, acho o disco interessante, mas prefiro os Stones no seu registo rock habitual. A verdade é que se uma fórmula funciona para quê alterá-la?

 

Ainda assim, uma nota positiva, pela forma como mais uma vez se reinventaram e para o facto de terem chamado Eric Clapton para colaborar em dois temas. Quanto às músicas que mais gostei em "Blue & Lonesome" foram mesmo: "Just Your Fool" (porque adoro a parte da harmónica), "Blue & Lonesome" (que dá nome ao disco), "Ride 'Em Down" (que tem uma bela "guitarrada") e "Hate To See You Go".

 

Por fim, deixo-vos os dois primeiros singles deste novo álbum. 

"Ride 'Em Down"

 

"Hate To See You Go"

Graziela

Música às sextas: Metallica - Hardwired... To Self-Destruct

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E para o último "Música às sextas" de 2016 trago-vos a review do novo álbum dos Metallica "Hardwired... To Self-Destruct", mas antes deixem-me contextualizar a minha "relação" com a banda. Ora, os Metallica são uma daquelas bandas intemporais e que toda a gente conhece. No meu caso, conheci-os através dos meus primos que são 6 anos mais velhos que eu e vi-os pela primeira vez em 2004, quando fui ao Rock In Rio Lisboa. 

 

Ainda que não seja uma banda que ouço regularmente, de vez em quando gosto de uma boa dose Heavy Metal e os Metallica graças aos seus ritmos rápidos e crus dão-me isso. Em "Hardwired... To Self-Destruct", eles voltam à sua formula chave e claro, funciona! Principalmente, em músicas como "Hardwired", "Atlas, Rise!" e "Moth Into Flame". Depois temos canções que começam de forma suave e libertam bastante violência como é o caso de "ManUNKind" ou "Here Comes Revenge". Destaque ainda "Spit Out The Bone", que fecha o disco com uns Metallica à antiga. Ou seja, "Hardwired... To Self-Destruct" é um daqueles discos a não passar ao lado em 2016/2017, até porque quase de certeza que a banda americana passará por Portugal para apresentar este novo disco.

 

Agora, deixo-vos os videoclips que os Metallica fizeram para este álbum. \m/

Hardwired

 

Moth Into Flame

 

Atlas, Rise!

 

Dream no More

 

Confusion

 

 ManUnkind

 

Now That We're Dead

 

Here Comes Revenge

 

 Am I Savage?

 

 Halo On Fire

 

 Murder One

 

 Spit Out The Bone

 

 Lords Of Summer

Graziela

Música às sextas: Lady Gaga - Joanne

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Considerada um camaleão da música, Lady Gaga é provavelmente uma das artistas mais inteligentes da sua geração, pois de álbum para álbum consegue sempre reinventar-se. Tanto que, desta vez se uniu a alguns dos mais importantes nomes da cena musical atual, exemplo disso são as colaborações com Kevin Parker (Tame Impala), Josh Homme (Queens Of The Stone Age), Florence Welch (Florence and The Machine), Beck, Josh Tillman (Father John Misty) e Mark Ronson (produtor do aclamado "Back To Black, de Amy Winehouse).

 

"Joanne", o sexto disco da cantora, é um álbum mais despido de "elétrónica" que os seus antecessores, mas igualmente interessante e em grande parte deve-se às letras escritas pelos nomes que já havia citado no parágrafo anterior. Carregado de "hinos", destaco "Diamond Heart" que reflete a realidade americana, a divertida "A-Yo", a dançável "John Wayne", "Dancin' In Circles", que podia ser uma música da Gwen Stefani, "Perfect Illusion" que recorda os primeiros álbuns de Gaga e "Hey Girl", um autêntico hino ao girl power, em Gaga e Florence "casam vozes na perfeição".

 

Em suma, gostei bastei bastante deste álbum e espero que seja em 2017 que vejo um concerto da Lady Gaga pela primeira vez.

 

Agora, deixo-vos algumas músicas deste "Joanne". ;) 

Perfect Illusion

 

 Million Reasons

 

 A-Yo

Graziela

Música às sextas: Rita Redshoes - Her

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A par da Lúcia Moniz e da Márcia, a Rita Redshoes é uma das minhas cantoras portuguesas favoritas, tanto que já lhe dediquei um post no "Música às Sextas" e até escrevi uma review do seu livro "Sonhos de uma rapariga quase normal", por isso não podia deixar de escrever sobre o seu novo disco.

 

Produzido por Victor Van Vugt (associado a nomes como Nick Cave, PJ Harvey ou Depeche Mode), "Her" foi gravado em Berlim e marca o regresso de Rita aos discos. "Her" é um álbum conciso, mas ainda assim arriscado, pois pela primeira vez, ela canta algumas músicas em português. No entanto, não me causou estranheza, pois já a tinha ouvido cantar em português em duetos com outros artistas. 

 

Em relação às músicas em si, posso dizer-vos que adorei "Bird Hunter" a faixa que abre o disco, "Take Me To The Moon", uma daquelas músicas para dançar bem agarradinho, "Life Is Huge", cujo vídeo foi realizado por Marco Martins e o qual podem ver no final do post, "Mulher" porque é uma música forte e "Hell, I'm In Love With You", que denota claras influências de PJ Harvey (uma das nossas cantoras favoritas, sei que a Rita também é fã). Destaque também para "Seahorse" que fecha o disco na perfeição e me lembrou Beach House nos tempos do álbum "Devotion".

 

Agora, só me falta mesmo ver um concerto da Rita Redshoes.

 

PS: Este disco também é uma bela prenda de Natal. ;)

 

"Life Is Huge"

Graziela

Música às sextas: Norah Jones - Day Breaks

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Norah Jones já é um nome incontornável da música Jazz, Soul e Pop. Vencedora de dozes Grammys e muitos mais prémios, a cantora Norte Americana regressa aos discos com "Day Breaks". Um álbum maduro, bem estruturado, mas que ainda assim é uma lufada de ar fresco face aos álbuns anteriores da cantora.

 

Em "Day Breaks" nota-se bem que, Jones desacelerou um pouco o ritmo, talvez devido à pausa de quatro anos, período em que foi mãe. No entanto, músicas como "Flipside", "It's A Wonderfull Time For Love" ou "Carry On" dão-nos vontade de dançar sozinhos ou bem acompanhados. Aliás, há toda uma carga de amor presente neste álbum que me leva a crer que Norah Jones estava bem inspirada quando o escreveu, até porque não há uma música que desgoste neste disco.

 

Em suma: "Day Breaks" foi um álbum bem "esgalhado" e espero que traga Norah Jones para um concerto em Portugal. Até lá deixo-vos algumas músicas deste disco.

 

Enjoy!

 

Norah Jones - Carry On

 

 Norah Jones - Tragedy

 

Norah Jones - Flipside

Graziela

Música às sextas: M.I.A - AIM

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Mathangi Arulpragasam mais conhecida como M.I.A está de volta aos discos, por isso o "Música às sextas" de hoje é dedicado a "AIM" o novo álbum desta cantora/ativista. Catapultada para o sucesso com músicas como "Bucky Done Gun" (a minha música favorita dela), "Galang", "Paper Planes" ou "Bad Girls", ao quinto disco M.I.A mostra-se ainda mais feroz, exemplo disso são as letras de "Borders" ou "Visa", sendo que nesta última recorda ainda batidas de "Galang" (música do disco "Arular"). Depois temos também boas colaborações como "Foreign Friend", onde se junta a Dexta Daps (minha música favorita deste álbum) ou "Freedun" onde ZAYN (ex One Direction) dá uma mãozinha. 

 

Destaque também para "Survivor", "Generation - The International Sound Pt.2", "Swords" e "Talk" todas músicas com ritmos bem marcados e que decerto funcionarão bem ao vivo. 

 

A fechar o disco temos "Plataforms" uma música mais calma e mais pop que ajuda a quebrar a "dureza" das mensagens de "AIM". Ainda que elas sejam super atuais, visto que assuntos como a crise económica ou os refugiados estão na ordem do dia.

 

Agora, só falta mesmo confirmarem um concerto de M.I.A num dos festivais de verão de 2017, mas até lá deixo-vos algumas músicas deste álbum.

M.I.A - Borders

 

M.I.A - Go Off

 

Provavelmente próximo single

M.I.A - Freedun (com ZAYN (ex One Direction))

 

M.I.A - Bird Song (Diplo Remix)

 

M.I.A - Bird Song (Blaqstarr Remix)

Graziela

Música às sextas: Sing Street

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Apesar de estar em pleno festival Vodafone Paredes de Coura, a banda sobre a qual vos escrevo hoje não toca cá. Aliás, não bem uma banda porque os Sing Street são uma "banda fictícia" criada para um filme com o mesmo nome. Filme esse que eu vi recentemente e adorei, pois conta a história de um grupo de adolescentes que se refugia na música para fugir aos problemas com os pais e escola.

 

A história centra-se em Conor, no seu irmão mais velho, nos seus colegas de escola e claro, na sua paixão, Raphina, uma aspirante a modelo, que ao longo de 106 minutos de filme, nos fazem "uma review musical" dos anos 80. Tanto que, da banda sonora fazem parte bandas icónicas como Motörhead, Duran Duran, The Cure ou M. Para além disso, aparecem músicas originais dos Sing Street como é o caso da mexida "The Riddle Of The Model", da rockeira "Brown Shoes" ou da balada "Up". Por fim temos "Go Now", um tema composto por Adam Levine (Maroon 5) e aqui é que a bota não bate com a perdigota porque todas as músicas desta banda sonora são inspiradas nos anos 80 e depois temos esta que não dá com nada, mas pronto não se pode ter tudo. De qualquer forma, para quem como eu adora música tem mesmo de ver este filme e se puderem ouçam também a banda sonora porque vão gostar.

Trailler do filme

 

Alguns músicas criadas para este filme:

Sing Street - Drive It Like You Stole It

 

Sing Street - The Riddle Of The Model

 

Sing Street - Beautiful Sea

 

Adam Levine - Go Now

Graziela

Música às sextas: James Blake - The Colour in Anything

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Já sentiram dificuldade em falar/escrever sobre um artista/banda porque gostam tanto dele? Pois é, hoje eu estou estou nesse estado. Sim, porque sou super fã do James Blake e se no primeiro álbum me intrigou, ao segundo conquistou-me completamente. Por isso, mal soube que o terceiro disco ia sair fiquei logo em pulgas. Até porque o primeiro avanço, "Modern Soul" antevia algo de muito bom. 

 

O disco em si só me chegou às mãos no dia dos meus anos (7 de junho) e mal abri o envelope os meus olhos até brilharam. Aliás, só queria chegar a casa e pô-lo a tocar na aparelhagem. No entanto, consegui esperar e folheei o booklet do cd, que por acaso até tem umas ilustrações bem giras.

 

Depois carreguei no play e começou a tocar "Radio Silence", que é provavelmente a minha música favorita deste "The Colour in Anything". Um mix de eletrónica que assenta na perfeição com os murmúrios de Blake e o piano de fundo. 

 

Destaco ainda as baladas "Love Me In Whatever Way", "f.o.r.e.v.e.r", as dançáveis "Timeless" e "Choose Me", a sexy "My Willing Heart" e claro, o dueto com Bon Iver em "I Need a Forest Fire".

 

O disco fecha com "Meet You In The Maze", que para mim é uma música calma demais, mas se calhar até funciona ao vivo.

 

Por fim, deixo-vos algumas músicas para conhecerem este "The Colour in Anything".

 

I Need a Forest Fire (com Bon Iver)

 

Modern Soul

 

Radio Silence

 

My Willing Heart

 

Timeless

Graziela

Música às sextas: The Lumineers - Cleopetra

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Entre os festivais de verão também há tempo para descobrir novas músicas e por isso, hoje escrevo-vos sobre o novo disco dos The Lumineers. Uma banda que tive a oportunidade de fotografar no Nos Alive 2014 e que recentemente lançou o seu segundo álbum, "Cleopetra". 

 

Com uma sonoridade que mistura pop, folk e country, os americanos The Lumineers já conseguiram produzir uma identidade bastante consistente (ainda que com semelhanças aos primeiros álbuns de Mumford & Sons), se bem que, o primeiro disco não me chamou muito à atenção. Já este, acho que tem músicas que irão funcionar bastante bem ao vivo como é o caso de "Gun Song", "Ophelia" (o primeiro single deste disco) ou "Cleopetra" (o single mais recente). Pelo meio encontram-se baladas sentidas como "In The Light", "Long Way From Home" ou "My Eyes". Destaque ainda para a "orelhuda" "On The Floor", que abre o disco na perfeição.

 

Para terminar "Patiente", uma música instrumental bem agradável.

 

Agora, deixo-vos algumas músicas para descobrirem o som deles e quem sabe um dia destes eles não voltam a Portugal.

 

Ophelia

 

Cleopetra

Graziela

Música às sextas: Deolinda - Outras Histórias

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Fotos: Graziela Costa

 

Ainda me lembro da primeira vez que ouvi os Deolinda, corria o ano de 2007. Na altura, andava na faculdade e comprei o cd dos Novos Talentos Fnac, onde descobri artistas como: Rita Redshoes, Mazgani, Sean Riley and The Slowriders, e claro Deolinda. Lembro-me também que eles tinham um estilo musical bastante diferente porque não era fado, mas também não era pop. Ainda assim, as letras e o ritmo eram catchi e naquele verão acho que toda a gente cantou as suas músicas. Mais tarde lançaram "Canção Ao Lado" (2008) e tive a oportunidade de os ver ao vivo na Aula Magna. Depois disso ainda os vi, no Sudoeste, mas entretanto nunca mais vi um concerto deles. No entanto, vou acompanhando os novos lançamentos e quando ouvi "Corzinha de verão", o primeiro single do álbum "Outras Histórias" voltaram a chamar-me à atenção. Por isso, hoje apresento-vos este novo disco, mais maduro, mais "Deolinda". Um álbum onde a banda volta a reinventar-se contando com a ajuda de Manel Curz, em "Desavindos" e Riot, em "A velha e o DJ". 

 

Letras bem conseguidas, ritmos que nos fazem bater o pé e refrões orelhudos tornam canções como "Bons Dias" "Berbicacho" ou "Bote Furado" algumas das melhores músicas do disco. Ainda assim, as baladas "Desavindos" ou "Nunca é tarde" também são essenciais para que "Outras Histórias" se torne num dos melhores discos portugueses do ano. Agora, só me falta voltar a vê-los ao vivo e espero que não demore muito!

 

Até lá convido-vos a ouvirem algumas músicas deste novo disco.

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 As belíssimas ilustrações de João Fazenda

Deolinda - Corzinha de Verão

 

Deolinda - Desavindos (com Manel Cruz)

 

Deolinda - A avó da Maria

 

Deolinda - Bons dias

Graziela

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